terça-feira, 15 de março de 2011

A toda velocidade.



Acordei cedo, cedo o bastante para fazer tudo com calma, e até mesmo cochilar uns 10 minutos antes de ir a escola. O dia estava relativamente agradável, nublado e com pouco sol (do jeito que eu gosto); as nuvens mais pareciam o mar de tão juntas e planas que estavam. Porém, isso não foi o bastante para me deixar com a mente vazia: passara a noite inteira pensando nele, e pensando o quão egoísta eu sou de querê-lo só para mim. Por fim, me troquei rapidamente, prendendo meu cabelo em rabo-de-cavalo e colocando um bom livro na mochila, quem sabe assim eu poderia me distrair; e depois de pegar meu casaco, fui pra escola.
Ridículo. Nem mesmo aquela trigonometria desnecessária e complexa fez com que eu me concentrasse na aula e deixasse de viajar em meus pensamentos fantasiosos. Infelizmente, não pude deixar de imaginar como seria quando o visse, e SE eu o veria. Me peguei em uma nostalgia um tanto que incontrolável, com o coração disparado e as mãos frias e trêmulas, o sangue correndo rapidamente junto ao alto índice de adrenalina liberada pelo meu corpo. Arfei algumas vezes, tentei esquentar as mãos colocando-as no bolso do casaco, abaixei a cabeça e contei até três. Foi aí que tudo pareceu girar; e me vi nos braços dele novamente. Me senti confortável por saber que estava segura, e desconfortável por saber que tudo era coisa da minha imaginação. Dei de ombros. Tentei me concentrar na aula, que estava cada vez mais complexa.
Eu precisava parar de ficar imaginando as coisas, aquilo estava começando a me afetar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário