terça-feira, 15 de abril de 2014

Ei garoto, não se esconde não... Eu sei que as vezes o mundo é cruel e que nem sempre ele vai te acolher, mas é preciso ter paciência. Espera... Algumas coisas levam tempo pra acontecer. Demora.
Veja, eu não sei pelo que está esperando ou porque está se escondendo, mas olhe bem, garoto... Eu tô aqui, viu?! Prometo que não vou soltar sua mão quando as coisas parecerem difíceis, prometo que meus braços estarão sempre a postos pra te acolher, e no meu colo só terá espaço pra você. E eu queria poder te dar o mundo e toda sua infinidade, mas só o que tenho sou eu, minusculamente eu.
Portanto, presta atenção, garoto. Eu me desfaço de todos os laços e jogo tudo pro vento se você disser que seu sorriso vai ser só meu; porque o meu sorriso é seu, e você o teve desde a primeira vez que sorri pra ti.
Então diz que sim. Diz que era o que você precisava ouvir e corre pra mim, porque eu tô aqui.
Mas se disser que não, que não há do que se esconder e não há o que esperar, e que tudo isso é puro devaneio, eu estarei aqui, garoto. Esperando pra quando você precisar...

domingo, 15 de julho de 2012

Do avesso.

Azul. Era tudo o que eu via, uma imensidão azul. Tentei desviar o olhar algumas vezes, voltar a lucidez, mas tudo o que cobria meu campo visual era o mar dos seus olhos.
Eu já estava dentro, quando me dei conta, desse oceano infinito. Antes, calmo; hoje, agitado. As ondas me balançavam de um lado para o outro, como se quisessem me deixar atordoada, sem meus sentidos, sem minha luz... E conseguiram! Eu estava envolvida por aquelas águas salgadas, envolta em um círculos brancos e azuis sem fim, que me levaram a lugar nenhum, primeiramente.
Fechei os olhos, respirei fundo, arfei uma ou duas vezes, e, tomando coragem, decidi abrir meus olhos. Demorei alguns segundos até que eles se acostumassem com a luz que vinha de fora, até que atingisse o ponto certo da minha retina e tomasse forma. Pisquei forte, para lubrificar meus olhos que, secos, iam tornando a imagem cada vez mais nítida.
Eu estava em casa, finalmente, e isso me confortava mais do que qualquer coisa. Descobri o quão bom é estar em terra firme, com os pés no chão. Eu não precisava daquilo, eu não precisava de tudo aquilo. Teu mar não era meu, ele não era de ninguém; nem mesmo seu. Você não tinha resistência, muito menos capacidade de tomar conta de algo tão maravilhoso. Você se afundou na própria ilusão, na própria criação...
Eu me libertei disso tudo antes mesmo de se tornar essa catástrofe. Me libertei. E você... Você convive com isso, se auto-destruir quando quer fugir de algo. Você é um exemplo perfeito de algo que não merece nem ao menos estar presente nas minhas lembranças.

domingo, 15 de abril de 2012

City and Colour - As Much As I Ever Could


"Lost at sea, 
My heart beat is growing weak,
Hoping you'd hear my plea, 
And come save my life.
As the storm grew fierce, 
An angel certainly near, 
I knew there was nothing to fear."

segunda-feira, 26 de março de 2012

Pacífico.

Eu estava de olhos fechados, sentindo o desenho dos teus lábios se misturar com o meu; sentindo o calor do teu corpo borbulhar em cada centímetro de extensão de pele que possuo; sentindo tua respiração, tão descompassada quanto a minha. Comecei a abrir meus olhos lentamente, como quando uma criança que desperta de um sono profundo, e me deparo com o oceano diante de mim. Aqueles grandes olhos azuis que olhavam até o fundo da minha alma carregava algo tão grande que mal cabia naqueles enormes círculos, algo que ia além da minha compreensão; e não era somente os olhos, ou aquele cheiro que exala sempre que chego perto de ti e faz com que minha cabeça dê voltas e voltas pirando na loucura de ter sempre este cheiro em mim.
Viste os buracos que tenho entre os dedos de minhas mãos? Eles são feitos pra tu poder encaixar os teus. Teus olhos, tuas sardas,  tua boca... Era o todo. O conjunto.
E enquanto tua mão quente e macia deslizava suavemente pelo centro de minhas costas, fechei os olhos novamente, só pra sentir aquela descarga elétrica que descia da minha cabeça até a ponta dos dedos dos meus pés. Foi como um "choque de realidade".
Decidi abrir os olhos, lentamente, só pra ter certeza de que não era outra ilusão que minha imaginação havia criado; me permiti até dar um belisquinho no meu braço, só pra reforçar a ideia de que era tudo verdade. E novamente, me deparo com aquele oceano. O meu oceano!
Talvez, meu destino seja mesmo o mar...

sábado, 24 de março de 2012

Deserção.

Um dia você vai ver que tudo o que eu falo e o que também não falo é verdade. Que eu nunca menti pra você. Que meu sentimento é puro e cheio de carinho. Gostaria de poder cuidar de você, te dar carinho, amor e atenção. Cuidar de você quando me pedisse e quando não pedisse também. Me orgulhar das coisas boas e bonitas que você fizesse.
Eu não sei dos meus sentimentos, se você pensa em mim ou se sente minha falta...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Caminhos.


Quando eu menos espero, lágrimas brilham em meu rosto, e aos poucos, vão traçando seu caminho até terem uma recaída, e ficar lá até ter seu momento de ebulição e finalmente ir embora. É um tanto quanto injusto elas esperarem por um calor que simplesmente irá evaporá-las. Esperar o momento em que irá desaparecer... Eu queria ser uma lágrima. Mas aquela que brilha somente no seu rosto. E quando eu for traçar meu caminho, e não irei recair; irei pelo caminho do seu coração, e lá esperarei até que você me forneça o calor necessário para eu voltara viver e ser o que sempre sonhou.

terça-feira, 15 de março de 2011

A toda velocidade.



Acordei cedo, cedo o bastante para fazer tudo com calma, e até mesmo cochilar uns 10 minutos antes de ir a escola. O dia estava relativamente agradável, nublado e com pouco sol (do jeito que eu gosto); as nuvens mais pareciam o mar de tão juntas e planas que estavam. Porém, isso não foi o bastante para me deixar com a mente vazia: passara a noite inteira pensando nele, e pensando o quão egoísta eu sou de querê-lo só para mim. Por fim, me troquei rapidamente, prendendo meu cabelo em rabo-de-cavalo e colocando um bom livro na mochila, quem sabe assim eu poderia me distrair; e depois de pegar meu casaco, fui pra escola.
Ridículo. Nem mesmo aquela trigonometria desnecessária e complexa fez com que eu me concentrasse na aula e deixasse de viajar em meus pensamentos fantasiosos. Infelizmente, não pude deixar de imaginar como seria quando o visse, e SE eu o veria. Me peguei em uma nostalgia um tanto que incontrolável, com o coração disparado e as mãos frias e trêmulas, o sangue correndo rapidamente junto ao alto índice de adrenalina liberada pelo meu corpo. Arfei algumas vezes, tentei esquentar as mãos colocando-as no bolso do casaco, abaixei a cabeça e contei até três. Foi aí que tudo pareceu girar; e me vi nos braços dele novamente. Me senti confortável por saber que estava segura, e desconfortável por saber que tudo era coisa da minha imaginação. Dei de ombros. Tentei me concentrar na aula, que estava cada vez mais complexa.
Eu precisava parar de ficar imaginando as coisas, aquilo estava começando a me afetar.