terça-feira, 15 de março de 2011

A toda velocidade.



Acordei cedo, cedo o bastante para fazer tudo com calma, e até mesmo cochilar uns 10 minutos antes de ir a escola. O dia estava relativamente agradável, nublado e com pouco sol (do jeito que eu gosto); as nuvens mais pareciam o mar de tão juntas e planas que estavam. Porém, isso não foi o bastante para me deixar com a mente vazia: passara a noite inteira pensando nele, e pensando o quão egoísta eu sou de querê-lo só para mim. Por fim, me troquei rapidamente, prendendo meu cabelo em rabo-de-cavalo e colocando um bom livro na mochila, quem sabe assim eu poderia me distrair; e depois de pegar meu casaco, fui pra escola.
Ridículo. Nem mesmo aquela trigonometria desnecessária e complexa fez com que eu me concentrasse na aula e deixasse de viajar em meus pensamentos fantasiosos. Infelizmente, não pude deixar de imaginar como seria quando o visse, e SE eu o veria. Me peguei em uma nostalgia um tanto que incontrolável, com o coração disparado e as mãos frias e trêmulas, o sangue correndo rapidamente junto ao alto índice de adrenalina liberada pelo meu corpo. Arfei algumas vezes, tentei esquentar as mãos colocando-as no bolso do casaco, abaixei a cabeça e contei até três. Foi aí que tudo pareceu girar; e me vi nos braços dele novamente. Me senti confortável por saber que estava segura, e desconfortável por saber que tudo era coisa da minha imaginação. Dei de ombros. Tentei me concentrar na aula, que estava cada vez mais complexa.
Eu precisava parar de ficar imaginando as coisas, aquilo estava começando a me afetar.

quinta-feira, 10 de março de 2011

02:46 a.m.


Nunca reparei o quão idiota eu sou por imaginar você comigo, e perder o fôlego com isso. Imaginar seu rosto perfeito, com seus olhos cor de mel, sua boca perfeitamente desenhada, as maçãs do rosto salientes, com a pele meio rosada e macia. Parecia que meu estômago estava cheio de borboletas, e ia sair pela minha boca a qualquer instante. Aquilo era uma miragem, uma simples invenção barata do meu subconsciente pra satisfazer minha vontade momentânea de você.
Segurei minhas lágrimas novamente, pra esperar e chorar tudo no final; mas como nunca fui boa em guardar nada, aquilo disparou como as água de uma cachoeira descendo de uma montanha. Novamente, senti suas mãos frias acariciando meu rosto, deixando minhas bochechas levemente coradas. Me levantei rapidamente, antes mesmo que minhas lágrimas molhassem o lençol; não queria deixar vestígios de minha tristeza aparentemente desnecessária. Coloquei meu moletom, e deitei novamente na cama, e por fim fitei o teto. É incrível o poder que você tem sobre mim, sobre minhas emoções e até mesmo sobre meu corpo. E eu ainda acho idiota tudo isso que sinto por você...