segunda-feira, 26 de março de 2012

Pacífico.

Eu estava de olhos fechados, sentindo o desenho dos teus lábios se misturar com o meu; sentindo o calor do teu corpo borbulhar em cada centímetro de extensão de pele que possuo; sentindo tua respiração, tão descompassada quanto a minha. Comecei a abrir meus olhos lentamente, como quando uma criança que desperta de um sono profundo, e me deparo com o oceano diante de mim. Aqueles grandes olhos azuis que olhavam até o fundo da minha alma carregava algo tão grande que mal cabia naqueles enormes círculos, algo que ia além da minha compreensão; e não era somente os olhos, ou aquele cheiro que exala sempre que chego perto de ti e faz com que minha cabeça dê voltas e voltas pirando na loucura de ter sempre este cheiro em mim.
Viste os buracos que tenho entre os dedos de minhas mãos? Eles são feitos pra tu poder encaixar os teus. Teus olhos, tuas sardas,  tua boca... Era o todo. O conjunto.
E enquanto tua mão quente e macia deslizava suavemente pelo centro de minhas costas, fechei os olhos novamente, só pra sentir aquela descarga elétrica que descia da minha cabeça até a ponta dos dedos dos meus pés. Foi como um "choque de realidade".
Decidi abrir os olhos, lentamente, só pra ter certeza de que não era outra ilusão que minha imaginação havia criado; me permiti até dar um belisquinho no meu braço, só pra reforçar a ideia de que era tudo verdade. E novamente, me deparo com aquele oceano. O meu oceano!
Talvez, meu destino seja mesmo o mar...

sábado, 24 de março de 2012

Deserção.

Um dia você vai ver que tudo o que eu falo e o que também não falo é verdade. Que eu nunca menti pra você. Que meu sentimento é puro e cheio de carinho. Gostaria de poder cuidar de você, te dar carinho, amor e atenção. Cuidar de você quando me pedisse e quando não pedisse também. Me orgulhar das coisas boas e bonitas que você fizesse.
Eu não sei dos meus sentimentos, se você pensa em mim ou se sente minha falta...